segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Centenário da série 910 da Cia Paulista

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sábado, 7 de setembro de 2013

Locomotiva rara da E.F.P.P.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Locomotivas ALCo "tatuzinho" da EFPP

Estas locomotivas, apelidadas no Brasil de "tatuzinhos" devido ao seu tanque cela, encouraçando a maquina, como um tatu, foram compradas pela extinta Estrada de Ferro Perus Pirapora, quando da construção da fábrica de cimento no bairro de perus em São Paulo, mesma época da mudança do nome empresarial para "Cia Brasileira de Cimento Portland Perus - CBCPP".
Cinco foram as locomotivas 2-4-2ST encomendadas à ALCo - American Locomotives Company, sendo que quatro delas foram produzidas nos Estados Unidos e uma no Canadá. As locomotivas 1 e 2, fabricadas pela fabrica "ALCo - Cooke", as locomotivas 3 e 4 pela "ALCo - Schenectady" e a locomotiva 5 pela "ALCo - Montreal", respectivamente, seus anos de fabricação e números de série são: 1925/66404; 1925/66405; 1926/66936; 1929/68037; 1932/68633.
Todas estas maquinas vieram preparadas para queima de óleo BPF, e devido a sua roda de baixo diâmetro (27") e seu peso tinham a capacidade de arrasto de aproximadamente 450 toneladas, o que, para a ferrovia, representava o peso de um trem de aproximadamente 20 gôndolas de calcário, com sobra. Sua pressão de trabalho original era de 175 Lbs, uma capacidade para 2600Litros de água e 440 litros de combustível.
Com a chegada de locomotivas maiores, as tatuzinhos foram sendo destacadas para serviços secundários, como manobras, trens de lastro ou passageiros e até mesmo para o auxilio entre o pátio do corredor e a fábrica de cimento (trecho com maior declividade na ferrovia).

O desenho acima, chamado "erecthing card" mostra a maioria das medidas do projeto das locomotivas. Foi enviado por um amigo dos EUA, retirado dos arquivos da ALCo.
Curiosamente, na EFPP, a última locomotiva a ser reformada foi uma tatu, de número 2. Sofreu um acidente no inicio dos anos 80 e entrou para reforma. Foi entregue ao tráfego em 1982, trabalhou pouco tempo e em 1983, a ferrovia fechou. Este fato foi descisivo em sua restauração, pois em teoria, ela era a melhor locomotiva da frota toda da EFPP. De fato, ela esta funcionando atualmente tracionando o passeio turístico de visitação ao acervo da EFPP, mantido pela entidade IFPPC (instituto de ferrovias e preservação do patrimônio cultural), qual sou seu maquinista e, oras, que maquinista seria eu se não soubesse um mínimo de sua história e trajetória? (veja mais em http://www.efperuspirapora.blogspot.com.br/ ).
São belos exemplares de locomotivas mistas. São boas de trabalho. A número 2 foi convertida para a queima de lenha, ainda na EFPP em sua reforma de 1982, assim como sua irmã número 5. Não foi notado perda de potência na locomotiva, mesmo levando em conta a redução de sua pressão de trabalho para 130 Lbs, devido a idade da caldeira. Sua restauração esta 85% pronta, e aguardando verbas para a finalização. Todos os itens de segurança e aparelhos para o funcionamento estão instalados, o que falta para termos um dos exemplares de ALCo "bitolinha" completamente pronto esbarra em pinturas, carpintaria e algumas coisas de caldeiraria. Acompanhem!